Hubble e Sloan Aumentam o Número de Anéis de Einstein Conhecidos

(2005/11/17)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Notícia de Imprensa da NASA - Traduzida

Data e Hora de Publicação : 1:00 PM (EST) NOVEMBER 17, 2005

Dolores Beasley/Erica Hupp
Headquarters, Washington
Phone: (202) 358-1753/1237

Donna Weaver
Space Telescope Science Institute, Baltimore
Phone: (410) 338-4493

PRESS RELEASE NO.: STScI-PR05-32

 

 

 

 

 

 

 

Os astrónomos combinaram duas poderosas instalações, o Sloan Digital Sky Survey (SDSS) e o Hubble Space Telescope para identificarem 19 novas galáxias com lente gravitacional. Entre elas, descobriram oito dos tão recentemente chamados "anéis de Einstein", que são, talvez,a manifestação mais elegante do fenómeno de lente. Apenas três anéis do género foram previamente observados em luz visível.

O fenómeno de lente consiste no desvio da luz proveniente de galáxias distantes, no seu caminho até à Terra, pelo campo gravitacional de algum objecto massivo que se encontre no caminho. A galáxia é distorcida segundo um arco de múltiplas e separadas imagens, porque a luz é como que abaulada. Quando ambas as galáxias estão exactamente alinhadas, a luz forma um padrão tipo olho de boi, chamado anel de Einstein, à volta da galáxia em primeiro plano.

Para além de produzir formas bizarras, o fenómeno de lente gravitacional dá aos astrónomos a evidência mais directa da distribuição de matéria negra em galáxias elípticas. A matéria negra é uma forma invisível e exótica de matéria que ainda não foi directamente observada. Através da busca de matéria negra em galáxias, os astrónomos esperam obter mais conhecimentos da formação de galáxias, a qual deverá ter começado em torno de irregulares concentrações de matéria negra, no jovem universo.

As recentemente descobertas lentes aparecem na sequência de um projecto chamado Sloan Lens Survey (SLACS). Uma equipa de astrónomos liderada por Adam Bolton, do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, em Cambridge, Mass., e por Leon Koopmans, do Kapteyn Astronomical Institute, nos Países Baixos, seleccionaram as lentes candidatas por entre várias centenas de milhar de espectros ópticos de galáxias elípticas, no Sloan Digital Sky Survey.

A equipa procurava provas claras de emissão proveniente de galáxias ao dobro da distâcia da Terra às galáxias mais próximas. Utilizaram a Advanced Camera for Surveys do Hubble para fazer 28 imagens das galáxias candidatas. Através do estudo dos arcos e anéis produzidos por 19 dessas candidatas, os astrónomos mediram precisamente a massa das galáxias em primeiro plano. Estas novas descobertas são um incremento às cerca de 100 lentes gravitacionais previamente conhecidas.

"Ao estarmos aptos a estudar estas e outras lentes gravitacionais, estando a recuar vários biliões de anos no tempo, vemos directamente como é que a distribuição de matéria visível e invisível se altera com o decorrer do tempo cósmico", terminou Koopmans, "Com esta informação, podemos testar a ideia comum de que as galáxias se formam por colisão e fusão de galáxias mais pequenas.".

Os resultados iniciasi desta pesquisa serão publicados na edição de Fevereiro do Astrophysical Journal.

 

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